Na sessão plenária de novembro, em Estrasburgo, foi debatida a posição da União Europeia face ao novo plano de paz apresentado pelos Estados Unidos para a Ucrânia. A proposta norte-americana não garante totalmente a soberania ucraniana nem o apoio financeiro necessário, levando a UE a defender uma solução que assegure uma paz justa e duradoura.
Neste sentido, o eurodeputado Sebastião Bugalho sublinha que “após quatro anos a lutar, a Ucrânia tem o direito de manter aquilo por que lutou tão arduamente e de recuperar aquilo que a Rússia tomou pela força.”.
O plano norte-americano para a Ucrânia, discutido esta terça-feira em Abu Dhabi por delegações dos EUA e da Rússia, levou a que o grupo dos 27 se comprometesse a formar uma frente unida e uma voz única para garantir a segurança da Ucrânia e da Europa.
“Defender a Ucrânia não é apenas defender a Democracia e o Direito Internacional. Defender a Ucrânia é defender escolas estónias, hospitais lituanos, lares polacos e famílias finlandesas. Defender a Ucrânia é defender a Europa”, reforçou Bugalho salientando a necessidade de garantir medidas de segurança credíveis e de definir claramente quais as condições para assegurar uma paz a longo prazo.
A agressão não pode, em circunstância alguma, ser recompensada, caso contrário, tenderá inevitavelmente a repetir-se: “nada poderá avançar se a UE ceder a Moscovo” e “um acordo de paz que desarme a Ucrânia apenas fortalecerá Putin”, referiu o eurodeputado, deixando o repto de que o objetivo para a paz nunca poderá ser à custa de um cenário que possa gerar ainda mais guerra.