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  • 18 de dezembro, 2025

Hélder Sousa Silva pede restabelecimento da ordem constitucional na Guiné-Bissau

O eurodeputado Hélder Sousa Silva condenou veemente o golpe de Estado na Guiné Bissau e exigiu “o restabelecimento imediato da ordem constitucional e a conclusão do processo eleitoral”. Na sessão plenária do Parlamento Europeu sobre a situação política grave na Guiné-Bissau, o português instou a União Europeia a rever imediatamente os seus acordos e financiamentos para com a Guiné-Bissau

Hélder Sousa Silva, que iniciou a sua intervenção lembrando que “há golpes que nascem da ambição de conquistar o poder, e há golpes que nascem do medo de o perder”, disse termos assistido a “um assalto à vontade popular na véspera da proclamação dos resultados eleitorais”. O eurodeputado condenou o “uso desproporcional da força pelas forças de segurança contra a população” e exigiu a libertação de todos os líderes políticos da oposição, presos na sequência do golpe de Estado de 26 de novembro.

O português apelou ao restabelecimento imediato da ordem constitucional e a conclusão do processo eleitoral interrompido na sequência da tomada do poder pelos militares. Para tal, exortou a Comissão Eleitoral Nacional a publicar os resultados eleitorais verificados sem interferência militar ou política.

O eurodeputado eleito pelo PSD denunciou ainda o que considera uma “violenta repressão da junta contra ativistas, jornalistas, defensores dos direitos humanos e a sociedade civil”, exigindo o levantamento de todas as restrições à imprensa independente e o fim de todas as formas de perseguição à sociedade civil.

Afirmando que está em causa o Estado de Direito naquele país lusófono, Hélder Sousa Silva instou os intervenientes a “um diálogo político inclusivo, com o apoio dos atores regionais, para implementar reformas estruturais que fortaleçam a democracia e o Estado de Direito”.

Por último, Hélder Sousa Silva apelou à União Europeia para rever imediatamente os seus acordos e financiamentos para com a Guiné-Bissau, “para garantir que os fundos de cooperação não fortaleçam a junta e outras estruturas autoritárias, e a priorizar o apoio à sociedade civil democrática”