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  • 25 de fevereiro, 2026

Lídia Pereira em painel com o Governador da Califórnia na Conferência de Segurança de Munique

A eurodeputada Lídia Pereira participou edição de 2026 da Conferência de Segurança de Munique, o mais relevante fórum europeu dedicado à segurança e defesa, que reúne anualmente chefes de Estado e de Governo, ministros, líderes empresariais, representantes da sociedade civil e especialistas internacionais.

Lídia Pereira integrou o painel “Playing With Fire: The Need for Decisive Climate Action”, ao lado do Governador da Califórnia, Gavin Newsom, apontado como candidato democrata às eleições presidenciais de 2028, nos Estados Unidos da América. Este painel inclui, ainda, o Primeiro-Ministro do Paquistão, Muhammad Shehbaz Sharif, o Ministro de Estado para os Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, Adel bin Ahmed Al-Jubeir, e o Presidente Executivo da Fortescue, Andrew Forrest. 

Na sua intervenção, a eurodeputada portuguesa sublinhou que “a ação climática é hoje uma questão central de segurança internacional”, defendendo que a crise climática deixou de ser um tema exclusivamente ambiental para se afirmar como um desafio estratégico, económico e existencial. 

Lídia Pereira referiu de forma concreta as recentes tempestades que afetaram Portugal, com ventos superiores a 170 km/h, chuvas intensas e inundações que provocaram uma onda de destruição na região centro, incluindo em Coimbra. Recordou que “milhares de pessoas ficaram sem eletricidade e muitas infraestruturas críticas foram gravemente afetadas”, sublinhando que estes fenómenos extremos mostram “como é frágil aquilo que muitas vezes tomamos por garantido” e que a crise climática já se sente no terreno, nas comunidades e nas famílias.

A eurodeputada destacou que a União Europeia, apesar de representar apenas cerca de 6% das emissões globais de CO?, continua a liderar na definição de padrões, inovação tecnológica e políticas de descarbonização compatíveis com crescimento económico. Defendeu, contudo, que “essa liderança tem de ser acompanhada por simplificação regulatória, incentivos claros e financiamento adequado para escalar tecnologias limpas e reforçar a competitividade europeia”.

Num painel marcado pela diversidade geopolítica dos intervenientes, Lídia Pereira defendeu que a cooperação internacional continua possível, mesmo num contexto de fragmentação global, através de coligações flexíveis entre Estados, governos subnacionais e setor privado. Sustentou que a ação climática deve ser encarada como motor de segurança, prosperidade e inovação, e não como um entrave ao crescimento.