Num momento internacional marcado por instabilidade crescente, conflitos armados, pressões geopolíticas e ameaças contínuas à ordem internacional baseada em regras, o eurodeputado Paulo Cunha, chefe da delegação do PSD no Parlamento Europeu, tomou a palavra em plenário, em Estrasburgo, no debate conjunto sobre as “Declarações do Conselho Europeu e da Comissão – Uma Europa mais forte e mais soberana num contexto de crescentes tensões geopolíticas e de ameaças contínuas à ordem baseada em regras”.
O debate conjunto contou com a presença da Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do Presidente do Conselho Europeu, António Costa, sublinhando a relevância política e estratégica deste momento para o futuro da União Europeia.
Na sua intervenção, Paulo Cunha alertou para um clima de ameaça generalizada que exige da Europa respostas claras e uma atitude política à altura dos desafios atuais. Defendeu que a União Europeia precisa de assumir liderança e ambição estratégica num contexto internacional cada vez mais instável e imprevisível.
O eurodeputado sublinhou que o reforço da soberania europeia começa internamente, através do aprofundamento do mercado único e do reforço da coesão económica, considerando que só assim será possível criar economias de escala, promover o crescimento económico e garantir benefícios concretos tanto para as empresas como para os cidadãos europeus.
Paulo Cunha destacou, ainda, a importância de a União Europeia diversificar as suas relações comerciais e reduzir dependências estratégicas, defendendo uma maior abertura a novos mercados e parcerias internacionais.
“Devemos procurar outros laços, outros mercados e outras oportunidades comerciais. A relação com o Mercosul é um exemplo concreto dessa ambição estratégica e da capacidade da Europa de se afirmar no plano global”, afirmou.
Na conclusão, o eurodeputado sublinhou que discutir uma Europa mais forte e mais soberana é também discutir a defesa das liberdades individuais, da democracia e do Estado de Direito, pilares essenciais do projeto europeu.
“A Europa só será verdadeiramente forte se permanecer fiel aos seus valores fundamentais: a democracia, as liberdades, o Estado de Direito e os direitos fundamentais. É com essa identidade que devemos enfrentar os desafios globais”, concluiu.