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  • 23 de março, 2026

Porta-voz do PSD no Parlamento Europeu acusa José Luís Carneiro de “violentar” defesa da democracia na Venezuela

O porta-voz do PSD no Parlamento Europeu, Sebastião Bugalho, teceu duras críticas ao secretário-geral do PS a propósito da sua visita à Venezuela, hoje terminada.

O eurodeputado questiona o facto de José Luís Carneiro ter “visitado e enaltecido um parlamento cuja eleição nenhuma democracia no mundo reconheceu”, acusando o líder reeleito dos socialistas de “branquear um parlamento-fantoche” ao ter defendido um estreitar de laços entre os parlamentos europeus e a Assembleia Nacional venezuelana, onde a oposição democrática não está representada. 

“Na última década, os partidos portugueses no Parlamento Europeu construíram um legado em defesa da Democracia na Venezuela. Paulo Rangel (PSD) caminhou até às fronteiras terrestres venezuelanas em solidariedade com a oposição democrática. Francisco Assis (PS) visitou campos de refugiados venezuelanos no Brasil e foi um dos primeiros socialistas no panorama europeu a reconhecer a vitória de Edmundo González, em 2024. Isabel Santos (PS) liderou a última missão de observação eleitoral ao país, em 2021. Nuno Melo (CDS) não permitiu que a violação sistemática de liberdades fosse esquecida”, recorda Bugalho, que acusa Carneiro de “violentar injustificadamente esse património” com a sua viagem. 

José Luís Carneiro visitou a Venezuela nos últimos quatro dias, incluindo a Assembleia Nacional daquele país, as comunidades portuguesas em diferentes Estados e regressará hoje a Portugal depois de ser recebido no ministério dos Negócios Estrangeiros venezuelano. 

A audiência com a presidente Delcy Rodriguez, que foi anunciada à Lusa pelo líder socialista no passado sábado, acabou por não ocorrer.

O PSD no Parlamento Europeu, que foi promotor da iniciativa que galardoou a oposição democrática venezuelana com o Prémio Sakharov, lamenta o facto de Carneiro visitar a Venezuela “e não ter dado uma palavra de solidariedade àqueles que a própria União Europeia reconhece que ganharam as eleições” presidenciais de 2024.