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  • 29 de abril, 2026

Transição energética e descarbonização no centro da resposta europeia à crise no Médio Oriente, defende Paulo Cunha

O eurodeputado Paulo Cunha, chefe da delegação do PSD no Parlamento Europeu, interveio no debate sobre a estratégia da União Europeia em resposta à atual crise no Médio Oriente, que contou com a presença da Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A atual instabilidade no Médio Oriente volta a expor a fragilidade energética, industrial e económica da União Europeia, num contexto marcado pela subida dos preços do petróleo e do gás. Paulo Cunha alertou que esta realidade evidencia a persistente dependência externa e o impacto nos preços da energia e em setores estratégicos como os fertilizantes.

 “Estamos perante um problema estrutural que a União Europeia ainda não conseguiu ultrapassar e que continua por resolver”, afirmou.

A necessidade de uma estratégia europeia coordenada e ambiciosa esteve no centro da sua intervenção, incluindo a gestão conjunta de reservas, a estabilização dos mercados e a proteção de consumidores e empresas, enquadradas numa trajetória clara de descarbonização da economia.

Paulo Cunha destacou ainda o exemplo de Portugal na aposta em energias renováveis, que já representam uma parte significativa da produção elétrica nacional, contribuindo para a redução da dependência externa e para o reforço da segurança de abastecimento.

“A transição energética é hoje uma questão de competitividade, de resiliência e de autonomia estratégica europeia”, acrescentou.

O eurodeputado defendeu que a eletrificação da economia europeia deve ser acelerada, acompanhada pelo reforço de infraestruturas energéticas comuns, como forma de garantir maior autonomia no contexto do mercado único energético.

“A sustentabilidade não é o adversário, mas o mais precioso dos aliados”, referiu.

Durante o debate, Paulo Cunha sublinhou ainda a importância de assegurar maior justiça fiscal no setor energético, defendendo a tributação de lucros extraordinários, em linha com a posição já assumida pelo Governo português e pelo PSD a nível europeu.