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  • 21 de outubro, 2025

“A fragilidade do cessar-fogo não nega a necessidade da paz”

Em Estrasburgo, no debate da sessão plenária sobre o acordo de paz em Gaza e do papel da União Europeia no Médio Oriente, o eurodeputado do PSD Sebastião Bugalho constatou que o plano de Donald Trump “não é uma vitória, mas é um avanço”.

Nas palavras de Bugalho, “a fragilidade do cessar-fogo não nega a necessidade da paz, e admitir a dificuldade da paz não nega o direito de Israel a existir nem o direito do povo palestiniano a mais do que sobreviver”. 

No plano apresentado, o presidente norte-americano reconhece a importância do respeito pela autodeterminação da Palestina e pelo papel das Nações Unidas, algo que só é possível, como sublinhou o deputado na sua intervenção, graças à Declaração de Nova Iorque, aprovada em setembro na Assembleia Geral da ONU, e ao multilateralismo que se empenhou na conferência franco-saudita. 

“A Europa foi fundada no valor da vida, mas em Gaza, nos últimos dois anos, esse valor não existiu”, frisou o eurodeputado, reconhecendo tanto o sofrimento dos reféns, aprisionados e assassinados, como dos palestinianos que estão há meses privados de mantimentos e medicamentos.

Para Sebastião Bugalho, por defendermos o direito de Israel a existir não podemos ser “acusados de cumplicidade com genocídio”, da mesma forma que por condenarmos o que se passou em Gaza não poderemos ser “tomados por simpatizantes do terrorismo”. 

“Se não for possível neste parlamento, nesta Europa, não será possível em mais lado nenhum”, concluiu.