"Aplaudimos com muita alegria a atribuição do Prémio Nobel da Paz a María Corina Machado, líder das forças democráticas da Venezuela", afirma o eurodeputado Sebastião Bugalho, vice-coordenador do Grupo PPE para os Assuntos Externos e um dos principais promotores da candidatura ao Prémio Sakharov.
Em Bruxelas, o eurodeputado Sebastião Bugalho recebeu o presidente-eleito da Venezuela, Edmundo González, assim como a filha de María Corina, que ainda está na clandestinidade.
"Falei pela primeira vez com a María Corina quando viajei para a Venezuela em 2024. Falaríamos mais vezes ao longo do último ano e meio. O seu entusiasmo e resiliência são quase sobrenaturais. Quando escrevemos, negociámos e aprovámos a resolução do Parlamento Europeu que reconheceu a vitória eleitoral do seu movimento democrático, foi a primeira a telefonar, a dizer obrigado, a dizer 'não desistam', 'não se esqueçam de nós'.
“Hoje, dizemos apenas o que ela nos diria a nós: esta é uma vitória de todos os democratas venezuelanos, dos que resistem e dos que foram forçados a abandonar o seu país, dos presos políticos aos obrigados a mudar de morada todas as semanas. É deles que não nos esquecemos. São eles que María Corina representa. São eles, hoje, que vencem o Nobel da Paz".
(María Corina Machado e Edmundo González foram Prémio Sakharov em 2024. O PSD e o CDS propuseram em conjunto a sua nomeação, juntamente com a delegação espanhola no PPE. O Parlamento Europeu acabaria mesmo por atribuir-lhe o prémio em consenso formado entre a presidente, Roberta Metsola, e os líderes dos principais políticos).