A eurodeputada Lídia Pereira promoveu, em Bruxelas, entre os dias 30 de junho e 1 de julho, a Start-up/Scale-up Summit do Grupo PPE, no âmbito do Future Lab, portfólio sob a sua responsabilidade enquanto vice-presidente do maior grupo político do Parlamento Europeu.
A iniciativa reuniu fundadores, CEOs, investidores e decisores políticos para discutir como fazer da Europa o melhor lugar para criar, escalar e fazer crescer empresas inovadoras.
Para a eurodeputada portuguesa, a melhor forma de melhorar o ecossistema europeu de inovação é começar por ouvir quem o está a construir todos os dias. “A Europa tem talento, ciência de excelência e uma nova geração de empreendedores com ambição global. O que nos falta, demasiadas vezes, não são ideias. São condições para transformar essas ideias em empresas que crescem, escalam e ficam na Europa”, afirmou Lídia Pereira.
Ao longo da Summit, os debates centraram-se nos principais bloqueios ao crescimento das start-ups e scale-ups europeias, desde a fragmentação do mercado interno e a complexidade regulatória até à dificuldade de acesso a capital de crescimento, à comercialização insuficiente da investigação e à fuga de talento para outros ecossistemas.
Para a vice-presidente do Grupo PPE, a Europa não pode continuar a aceitar que muitas das suas empresas mais promissoras sejam obrigadas a procurar fora aquilo que deveriam encontrar dentro do mercado europeu. “Se queremos criar campeões europeus, temos de garantir que o próximo campeão mundial nascido na Europa tenha todas as oportunidades para crescer aqui”, defendeu.
A social-democrata sublinhou que o trabalho político do Grupo PPE nesta área passa agora por transformar estas conversas em medidas concretas, com impacto real para quem empreende. “Ouvir foi apenas o primeiro passo. O nosso compromisso é transformar este contributo em ação política prática, facilitando o crescimento das start-ups em toda a Europa, desbloqueando capital privado e criando melhores condições para a inovação prosperar”, afirmou Lídia Pereira.
A eurodeputada do PSD destacou ainda que uma verdadeira agenda europeia para start-ups e scale-ups exige uma resposta integrada, capaz de reduzir barreiras entre Estados-Membros, simplificar regras, atrair investimento e reforçar a ligação entre investigação, inovação e mercado. “A Europa não pode continuar a ser o continente onde se inventa muito, mas se escala pouco. Precisamos de um mercado mais simples, mais profundo e mais favorável ao risco, à ambição e ao crescimento”, sublinhou.
Para Lídia Pereira, o desafio europeu é também estratégico. Num momento em que a competitividade, a soberania tecnológica e a inovação estão no centro da agenda europeia, apoiar start-ups e scale-ups é uma condição para o futuro económico da União. “A inovação não acontece por decreto. Precisa de capital, talento, escala e confiança. E é precisamente isso que temos de garantir se queremos uma Europa mais competitiva, mais inovadora e mais preparada para liderar”, concluiu.