O eurodeputado Paulo Cunha, Chefe da Delegação do PSD no Parlamento Europeu, participou no Open Day 2025 do CCG/ZGDV Institute, em Guimarães, um evento que assinalou os 32 anos de atividade deste centro de investigação e inovação tecnológica.
A sessão contou com a presença do Presidente do Conselho de Administração do CCG/ZGDV, Ricardo Machado, do Presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR, Pedro Dominguinhos, do Coordenador da Missão Interface, João Ferreira, da Presidente do COMPETE 2030, Alexandra Vilela, do Secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, do Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo e do Reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro.
No seu discurso, Paulo Cunha destacou o papel do CCG/ZGDV como exemplo de sucesso na ligação entre a academia, a indústria e, a inovação regional e nacional, sublinhando que a Europa precisa de “agir com rapidez, visão e determinação” para não perder a próxima vaga global de inovação. Defendeu que é urgente transformar o continente num espaço que junta tecnologia, competitividade e confiança, onde as empresas europeias possam crescer em condições de igualdade com as suas congéneres internacionais.
“Durante demasiado tempo, a Europa foi vista como o continente da regulação, não o da inovação. Temos de inverter essa perceção e fazer da simplificação, da inovação e da confiança os novos pilares do projeto europeu”, afirmou Paulo Cunha.
O eurodeputado apresentou também as principais medidas em curso no Parlamento Europeu para promover a competitividade europeia, através do programa “28.º regime” e a futura “Business Wallet”, uma identidade digital para empresas que facilitará o acesso a apoios e certificações em toda a União. Enfatizou ainda a necessidade de simplificar os programas europeus de financiamento.
O encontro serviu também para refletir sobre o papel de Portugal e do Norte do país na nova economia digital e sustentável, com o CCG/ZGDV a afirmar-se como um polo de referência na área da inteligência artificial e dos têxteis.
“O talento existe. As ideias existem. A vontade existe. Agora precisamos de confiança - entre quem define as regras e quem constrói o futuro. É essa a Europa que queremos: uma Europa que acredita, faz e lidera”, concluiu Paulo Cunha.