O eurodeputado do PSD, Sérgio Humberto, manifestou na sessão plenária em Estrasburgo, o seu apoio ao relatório conjunto das comissões de Emprego e Assuntos Sociais (EMPL) e de Saúde Pública (SANT), das quais é membro, sobre a crise da força de trabalho no setor da saúde na União Europeia, alertando para a urgência de respostas concretas perante o défice estimado de 1,2 milhões de profissionais no espaço comunitário.
“A crise da força de trabalho na saúde ameaça o acesso aos cuidados e a sustentabilidade dos nossos sistemas. Por detrás deste número de 1,2 milhões estão profissionais sobrecarregados, listas de espera crescentes e profundas desigualdades territoriais”, alertou Sérgio Humberto.
O eurodeputado social-democrata salientou que o relatório responde a este desafio com prioridades bem delineadas: valorizar e reter os profissionais, garantir condições de trabalho dignas e seguras e antecipar as necessidades de formação através de dados fiáveis.
Sérgio Humberto destacou o caso português como uma referência de boas práticas organizacionais a ter em conta a nível europeu: “Portugal tem demonstrado, com a experiência das Unidades de Saúde Familiar (USF), que equipas multidisciplinares, autonomia organizacional e proximidade podem melhorar a resposta aos cidadãos”.
Para o eurodeputado eleito pelo PSD, a União Europeia tem um papel determinante a desempenhar ao acrescentar valor através do financiamento comunitário, do fomento da inovação e da partilha de boas práticas entre países, respeitando escrupulosamente as competências dos Estados-Membros nesta matéria.
“Investir nos profissionais de saúde não é apenas uma política laboral. É proteger os doentes, reduzir desigualdades e garantir sistemas de saúde resilientes para as próximas gerações”, concluiu Sérgio Humberto.