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  • 19 de maio, 2026

“A cibersegurança passou a ser uma questão de soberania” - Paulo Cunha

A necessidade de reforçar a capacidade europeia de resposta perante novas ameaças digitais marcou a intervenção de Paulo Cunha numa sessão plenária do Parlamento Europeu dedicada à cibersegurança da União Europeia e à preparação europeia perante sistemas avançados de inteligência artificial.

Num contexto de crescente sofisticação tecnológica e de aumento das ameaças híbridas, o eurodeputado considerou essencial acelerar o investimento europeu em capacidades de ciberdefesa, coordenação entre Estados-Membdizros e proteção de infraestruturas críticas.

“Precisamos agora de ir mais longe: investir em capacidades europeias de ciberdefesa, reforçar a cooperação entre Estados-Membros e garantir que a Europa não fica dependente de potências externas em tecnologias críticas”, defendeu.

A utilização crescente de inteligência artificial em contexto de segurança e defesa esteve também em destaque durante o debate, sobretudo no que diz respeito aos desafios associados à proteção democrática, à manipulação digital e à segurança das infraestruturas críticas europeias.

A capacidade de sistemas avançados de inteligência artificial automatizarem ataques em larga escala, manipularem informação e explorarem vulnerabilidades críticas com uma rapidez sem precedentes foi outro dos pontos destacados durante o debate. Para Paulo Cunha, a Europa deve preparar-se para uma nova realidade no domínio da segurança digital. 

“A cibersegurança passou a ser uma questão de soberania”, observou.

Paulo Cunha considerou inevitável que a inteligência artificial venha a assumir um papel central no futuro da segurança europeia, sublinhando a importância de garantir uma abordagem europeia assente na inovação, na responsabilidade e na confiança. Nesse contexto, destacou instrumentos como o AI Act, o Regulamento da Ciber-Resiliência e a Convenção sobre Inteligência Artificial. 

“A questão já não é perceber se a inteligência artificial fará parte da segurança europeia. A questão é garantir que estamos preparados para lidar com essa transformação com responsabilidade, inovação e confiança”, concluiu.