As vagas de calor e os incêndios florestais extremos estão a tornar-se uma realidade cada vez mais frequente em vários países, incluindo Portugal. Para Paulo Cunha, esta nova realidade demonstra que a União Europeia tem de reforçar a sua capacidade de prevenção e resposta, investindo mais na proteção dos territórios e das comunidades antes de as emergências acontecerem.
Na sua intervenção em plenário, o chefe da Delegação do PSD no Parlamento Europeu defendeu que a resposta às alterações climáticas exige uma abordagem mais abrangente, em que a mitigação caminhe lado a lado com a adaptação e a preparação dos territórios mais vulneráveis.
“É urgente preparar as comunidades mais expostas, reforçar a resiliência dos territórios e modernizar e capacitar as autoridades de proteção civil para responderem de forma mais rápida e eficaz. E aqui a resposta europeia faz a diferença”, afirmou.
O eurodeputado sublinhou ainda que fenómenos como as vagas de calor e os incêndios florestais exigem uma resposta europeia mais coordenada, capaz de apoiar os Estados-Membros tanto na prevenção como na gestão de situações de emergência.
Paulo Cunha defendeu, por isso, o reforço do Mecanismo Europeu de Proteção Civil e do rescEU, instrumentos que permitem aos Estados-Membros coordenar operações de emergência, partilhar meios e mobilizar rapidamente recursos europeus sempre que a dimensão de uma catástrofe ultrapassa a capacidade de resposta nacional.
“Proteger vidas começa muito antes da emergência”, salientou.
Na perspetiva do eurodeputado, só uma União Europeia mais preparada e resiliente conseguirá responder de forma mais eficaz aos desafios colocados pelas alterações climáticas, protegendo melhor os seus cidadãos e o seu futuro.