Sérgio Humberto, eurodeputado do PSD e membro na Comissão dos Transportes e do Turismo (TRAN), participou ativamente na reunião do Comité de Conciliação, em Estrasburgo, que culminou num acordo final histórico para atualizar o Regulamento dos Direitos dos Passageiros Aéreos. O impasse, que se arrastava há mais de uma década devido a disputas bilaterais e à forte pressão da indústria da aviação, foi finalmente quebrado na tarde desta segunda-feira, 15 de junho de 2026.
Sérgio Humberto foi o único eurodeputado português efetivo na votação deste comité decisivo, integrando a unanimidade que conseguiu desbloquear um dossiê complexo e arrastado desde 2013. Apesar de o Parlamento Europeu ter aprovado a sua posição inicial logo em 2014, o documento esteve refém do Conselho da União Europeia durante 12 anos.
O Comité de Conciliação é a última e mais decisiva etapa legislativa da União Europeia, reunindo um grupo restrito de apenas 27 eurodeputados e 27 representantes dos Estados-Membros. Para que a legislação avance, exige-se uma maioria absoluta na comitiva do Parlamento. Como único membro efetivo português nesta votação crucial, o posicionamento e o voto estratégico de Sérgio Humberto revelaram-se decisivos para desbloquear o impasse e garantir esta vitória histórica para os cidadãos europeus.
"Este não é um acordo perfeito, mas é historicamente necessário. Deitar fora 12 anos de negociações exigentes seria o verdadeiro fracasso. Escolhemos o caminho do pragmatismo e viabilizámos este texto para garantir ganhos concretos, imediatos e pôr fim à selva jurídica em que as companhias aéreas operavam", afirma Sérgio Humberto.
O novo regulamento introduz transformações profundas face às práticas abusivas do setor:
"O bilhete é do cidadão, foi pago por ele", reforça o Eurodeputado:
A falha técnica normal das aeronaves deixa de ser considerada uma circunstância extraordinária válida para as companhias fugirem ao pagamento de indemnizações.
Esta participação crucial de Sérgio Humberto reflete a linha de ação que o eurodeputado tem defendido no Parlamento Europeu: a exigência de resultados práticos e a defesa intransigente dos direitos dos cidadãos. O acordo será agora submetido a uma votação formal em sessão plenária do Parlamento Europeu (prevista para julho) e no Conselho da União Europeia, entrando posteriormente em vigor.