“Este é o momento de o Parlamento exigir mais”. Foi com estas palavras que o eurodeputado Hélder Sousa Silva sintetizou as prioridades e as necessidades orçamentais do programa Erasmus+ para o período de 2028 a 2034. No plenário, em Estrasburgo, o eurodeputado português, que é coordenador do PPE na CULT (Comissão da Cultura e da Educação) defendeu que as bolsas atribuídas devem ter em conta os custos de vida, os preços da habitação, a inflação e o poder de compra, de cada país de acolhimento, região e cidade.
Os eurodeputados da Comissão da Cultura e da Educação pretendem que o próximo programa Erasmus+ seja mais simples, mais previsível e mais acessível a um maior número de jovens de diferentes origens económicas, sociais, geográficas e culturais, para que, nas palavras de Hélder Sousa Silva, “chegue mais longe, não desperdice talento por falta de oportunidades, impulsione a juventude e o desporto, leve a Europa ao mundo e traga o mundo à Europa”. Para isso, os eurodeputados aprovaram o relatório da CULT, que pretende que o novo programa seja mais inclusivo e que, pelo menos, 20 por cento dos participantes no Erasmus+ sejam pessoas com menor acesso a oportunidades profissionais e educativas.
Para garantir que as ambições declaradas do programa sejam devidamente financiadas, o eurodeputado português, que é coordenador do PPE na CULT (Comissão da Cultura e da Educação) considerou a proposta da Comissão “positiva, mas insuficiente”, e os cortes financeiros propostos pelo Conselho “incompreensíveis”, pelo que declarou que “este é o momento de o Parlamento travar este recuo e exigir mais”. Assim sendo, os eurodeputados aprovaram aumentar o orçamento do programa para 47,39 mil milhões de euros (a preços correntes), em comparação com os 40,8 mil milhões de euros propostos pela Comissão Europeia.
Com cerca de 17 milhões de participantes desde a sua criação em 1987 e com o seu 40.º aniversário previsto para 2027, o Erasmus+ é o principal instrumento de financiamento da UE para a mobilidade nos domínios da educação e formação, juventude e voluntariado, e desporto. Segundo Hélder Sousa Silva, “o Erasmus+ não é apenas uma rubrica orçamental, é uma das formas mais concretas de viver a Europa”. E explicita: “Para muitos jovens, é onde a Europa se torna real, porque molda a forma como veem a União e nela escolhem participar”.