campaign-5
  • 29 de junho, 2026

Lídia Pereira saúda aprovação do euro digital

A Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu deu luz verde ao novo pacote da moeda única, incluindo o regulamento que estabelece o euro digital. Para Lídia Pereira, este avanço representa um passo relevante para reforçar a autonomia estratégica da União Europeia no setor dos pagamentos, desde que o futuro euro digital assente em garantias claras de privacidade, gratuitidade, liberdade de escolha e estabilidade financeira.

A eurodeputada do PSD sublinha que o Parlamento Europeu não está a limitar-se a validar a proposta inicial da Comissão e do Banco Central Europeu, mas sim a melhorá-la politicamente, através de um processo legislativo exigente e equilibrado. “O euro digital tem de resultar de um compromisso sólido entre ambição europeia e confiança dos cidadãos. O que está em causa não é criar uma solução qualquer, mas sim uma infraestrutura europeia de pagamentos que reforce a nossa soberania, reduza dependências externas e ofereça uma opção digital segura, simples e credível”, afirmou Lídia Pereira.

A vice-presidente do Grupo PPE recorda que o apoio político a este projeto depende de condições muito concretas. “O euro digital só fará sentido se responder a uma utilidade real para cidadãos e empresas, sem substituir o dinheiro físico nem impor uma nova forma de pagamento, antes complementando o numerário com fortes garantias de privacidade, gratuitidade nos serviços essenciais e proteção da estabilidade do sistema financeiro”, defendeu.

A posição aprovada em comissão reforça precisamente vários desses princípios, ao prever proteção da privacidade desde a conceção do sistema, serviços básicos gratuitos, utilização online e offline, limites de detenção para salvaguardar a estabilidade financeira e um período de preparação antes da entrada em vigor. O pacote inclui também regras para assegurar a aceitação e acessibilidade do numerário, deixando claro que a transição digital não pode pôr em causa a liberdade de escolha dos cidadãos.

Para a social-democrata, a Europa precisa de uma abordagem equilibrada, capaz de combinar inovação com confiança. “Prefiro uma Europa em que os cidadãos possam confiar em soluções europeias, em vez de ficarem dependentes de prestadores externos, mas essa ambição tem de ser construída num modelo de autonomia estratégica aberta, que promova a inovação, proteja os dados pessoais e preserve a liberdade de escolha”, afirmou Lídia Pereira.

Após esta votação em comissão, o mandato negocial deverá ser anunciado no início da sessão plenária de julho, seguindo-se depois as negociações com o Conselho.