O eurodeputado Paulo Cunha participou na conferência “Products, customs and digital reforms: Ensuring European consumer’s safety and industrial competitiveness”, que decorreu no Parlamento Europe, promovida pelo Textile Friendship Group e pela EURATEX, dedicada aos desafios competitividade e sustentabilidade no setor têxtil europeu.
A conferência reuniu representantes das instituições europeias, autoridades de fiscalização e líderes da indústria para debater o impacto do crescimento das plataformas de e-commerce, a necessidade de reforçar os mecanismos de controlo no mercado europeu e os desafios associados à transição para uma economia mais circular e sustentável.
Durante o debate foram identificados vários desafios que afetam a indústria têxtil europeia, nomeadamente o aumento das importações de produtos que não cumprem os requisitos europeus, em particular através de plataformas de comércio eletrónico, bem como o impacto da concorrência desleal sobre o setor europeu. Paulo Cunha defendeu uma resposta europeia mais eficaz, assente no reforço da fiscalização aduaneira, na proteção dos consumidores e na promoção da competitividade da indústria europeia.
“A sustentabilidade e a competitividade têm de caminhar lado a lado. Não podemos exigir mais às empresas europeias e permitir que produtos que não cumprem as mesmas regras entrem livremente no mercado europeu”, afirmou.
A circularidade foi outro dos temas centrais da intervenção do eurodeputado, que defendeu políticas capazes de incentivar a reutilização, a durabilidade e a reciclagem de materiais, bem como melhores condições para o desenvolvimento de modelos de negócio mais sustentáveis.
“A circularidade não pode ser apenas um objetivo ambiental. Tem de ser também uma estratégia industrial e de competitividade para a Europa”, considerou.
Durante o debate, foi ainda destacada a necessidade de acelerar a implementação das reformas europeias na área aduaneira, de modo a garantir regras iguais para produtores europeus e plataformas de comércio eletrónico que operam no mercado europeu.
“A rapidez na implementação destas medidas será decisiva para garantir concorrência justa e proteger a indústria europeia”, defendeu.
Referindo-se ao contexto nacional, Paulo Cunha destacou a capacidade de adaptação, inovação e sustentabilidade da indústria têxtil portuguesa, sublinhando o potencial das empresas nacionais para liderarem a transição para modelos de produção mais circulares e competitivos.
“A indústria têxtil portuguesa tem demonstrado uma enorme capacidade de adaptação, inovação e sustentabilidade, afirmando-se hoje como um setor cada vez mais competitivo no contexto europeu”, concluiu.