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  • 23 de maio, 2026

Paulo do Nascimento Cabral defende que é preciso cuidar de quem cuida

O Eurodeputado do PSD Paulo do Nascimento Cabral prestou o seu ‘’reconhecimento e agradecimento a todas as cuidadoras, formais e informais, que dão tanto de si a quem mais precisa e está numa situação vulnerável”,acrescentando que a sociedade tem de perceber que “os cuidados são um bem coletivo e não uma responsabilidade privada”, durante o debate sobre o combate à disparidade de género na prestação de cuidados, que decorreu na Sessão Plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

Paulo do Nascimento Cabral defendeu que “a Europa só será mais justa quando cuidar, e dedicar-se ao outro, ressalvando que ‘’80% dos cuidados informais na União Europeia são prestados por mulheres, muitas vezes não por escolha, mas por falta de alternativas para os seus familiares e pessoas próximas. Isto tem um custo para quem cuida: salários mais baixos, pensões inferiores e dependência económica. É uma questão de igualdade, coesão e competitividade. Cuidar devia ser sinónimo de dignidade, mas na Europa de hoje significa, para demasiadas mulheres, abdicar de uma carreira, de um salário, de uma pensão’’.

 “Os cuidadores informais precisam de reconhecimento, formação e proteção social, e os profissionais do setor, muitas vezes com salários abaixo da média, merecem condições de trabalho dignas. É essencial também que a Diretiva relativa à conciliação entre a vida profissional e a vida familiar seja aplicada de forma efetiva, incluindo licenças de paternidade que promovam uma partilha real das responsabilidades”, alertou Paulo do Nascimento Cabral, defendendo a necessidade de se reforçar os direitos e de se valorizar quem presta cuidados.

 O Eurodeputado Açoriano destacou ainda que “com o isolamento e a dispersão geográfica, torna-se fundamental criarmos respostas locais. E nas regiões mais afastadas, no interior e nas Regiões Ultraperiféricas, esta necessidade é ainda mais óbvia, pelo que programas como o “Novos Idosos”, promovido pelo Governo dos Açores, mostram que é possível que estes envelheçam ativamente nas suas casas, junto às suas famílias, com dignidade e apoio direto”.

Paulo do Nascimento Cabral afirmou também que “os cuidados institucionais são também essenciais, mas são muitas vezes escassos e deslocados das respetivas comunidades’’, sustentando que ‘’quem cuida tem de ter direitos. E quem é cuidado tem de ter qualidade de vida e dignidade, podendo optar por ser também na sua casa e na sua comunidade, através de pessoas qualificadas e bem remuneradas”.

O Eurodeputado do PSD terminou a sua intervenção referindo que precisamos de respostas concretas. É isto que exigimos. É isto que a Europa deve garantir.