Álvaro Amaro alerta para a importância da caça em zonas protegidas

Álvaro Amaro alerta para a importância da caça em zonas protegidas

Álvaro Amaro, eurodeputado do PSD e Presidente do Intergrupo «Biodiversidade, Caça, Ruralidade», apelou hoje ao voto nas emendas apresentadas pelo Grupo PPE ao relatório de iniciativa do Parlamento Europeu sobre a Estratégia de Biodiversidade da UE para 2030, que visam permitir a possibilidade de caçar e pescar, de forma controlada, em áreas estritamente protegidas. Este conceito de proteção acrescida, proposto pela Comissão Europeia na Estratégia, deverá abranger no futuro 10% do território da UE.

Para o presidente do Intergrupo, a decisão sobre a gestão das possibilidades de caça e pesca deve ser “tomada o mais localmente possível, tendo em consideração as necessidades de conservação que se verifiquem nos territórios considerados”. Embora seja ainda uma possibilidade, o Eurodeputado lamenta que “Bruxelas equacione definir unilateralmente a proibição de caçar em 10% do território, sem qualquer consideração sobre as necessidades locais”. Uma proposta “contrária aos princípios da subsidiariedade e da proporcionalidade”, defende.

Álvaro Amaro, diz-se “profundamente preocupado” com esta posição, e acrescenta que “mesmo a nível técnico, não fazem sentido as discussões que pretendam equiparar a caça a uma atividade extrativa como é a mineração. É um absurdo”, garante. Para o Eurodeputado, o “mero paralelo demonstra uma total incompreensão do que é a caça sustentável e do papel que ela desempenha, até para a recuperação de espécies.”

As duas emendas apresentadas pelo Grupo PPE ao relatório do socialista espanhol César Luena, propõem esclarecer o que foi proposto pela Comissão Europeia na sua comunicação sobre a Estratégia de Biodiversidade da UE para 2030. Destacam, igualmente, o papel humano “na preservação da fauna e flora”, a fim de cumprir [também] os objetivos da Estratégia”.

Finalmente, o Eurodeputado do PSD diz que a proposta da Comissão não reflete as suas próprias ações passadas, como a “Iniciativa para uma Caça Sustentável" e a “Carta Europeia sobre a Caça e a Biodiversidade”, ao abrigo da Convenção de Berna. E recorda, ainda, que “o regime atualmente em vigor prevê a possibilidade de caçar e pescar nas áreas da Rede Natura 2000”. As atividades são, por isso, permitidas por todos os Estados Membros da União.

Paulo Rangel
Lídia Pereira
José Manuel Fernandes
Maria Graça Carvalho
Álvaro Amaro
Cláudia Monteiro de Aguiar