Fórum que reúne eurodeputados e empresas pede mais Ciência e Inovação para ajudar a Europa a sair da crise e a crescer

Fórum que reúne eurodeputados e empresas pede mais Ciência e Inovação para ajudar a Europa a sair da crise e a crescer

A direção do Knowledge for Innovation Forum (K4I) do Parlamento Europeu, que representa dezenas de eurodeputados e empresas, pediu, numa carta enviada à presidente da  Comissão Europeia, uma forte aposta na Ciência e Inovação, já a partir do próximo Quadro Financeiro Plurianual (MFF), defendendo que essa será a melhor estratégia, não só para ultrapassar a presente crise, mas também para relançar o crescimento europeu.

Este é o momento para começarmos a desenvolver uma Europa melhor, mais sustentável e fortemente inovadora, uma Europa que seja mais robusta do que no início desta crise”, defendem, na carta enviada na segunda-feira a Ursula von der Leyen. Mas para que essa ambição seja concretizada, acrescentam, a aposta na inovação deve ser refletida no próximo MFF, através de um orçamento fortepara o programa-quadro da Ciência, o Horizonte Europa.

O K4I, liderado pela eurodeputada do PSD Maria da Graça Carvalho, identifica três tipos de contributos que podem ser dados pela inovação:

  • No período de recuperação. É defendido que “tanto as inovações incrementais como as de fronteira, em praticamente todos os setores, irão acelerar a recuperação das empresas, garantindo empregos e tornando-as melhor preparadas para o futuro”. Embora reconhecendo a necessidade de se atribuírem fundos para regatar as empresas no imediato, porque “o paciente deve manter-se vivo”, os autores da carta consideram que o grosso dos apoios deve ser afeto à implementação das soluções inovadoras que irão assegurar a sustentabilidade a longo prazo.
  • Na concretização de objetivos nucleares da Comissão, como o European Green Deal e a Transformação Digital. A presente crise demonstrou a importância do das novas tecnologias mas também as desigualdades existentes, quer entre países quer entre diferentes franjas da população, no acesso e capacidade de utilização das tecnologias digitais. São urgentes abordagens inovadoras que permitam generalizar o acesso às tecnologias digitais. Já em relação às metas ambientais, é referida a oportunidade única para ajudar empresas em dificuldades, por exemplo no setor dos transportes, a reinventarem-se através de práticas que não só assegurarão a sua sobrevivência como serão mais ecológicas.
  • Finalmente, é referida a importância da inovação para a concretização da estratégia industrial europeia. A crise tornou evidentes fragilidades na nossa estrutura industrial, sobretudo ao nível de algumas cadeias de abastecimento demasiado dependentes de outras regiões do mundo. Os autores da carta defendem que, através do Horizonte Europa, é possível inverter esta tendência, apoiando as empresas, nomeadamente start-ups inovadoras, e tornando-as mais resistentes a aquisições. É citado o exemplo da Curevac, que está a trabalhar numa vacina para o covid-19.
Paulo Rangel
Lídia Pereira
José Manuel Fernandes
Maria Graça Carvalho
Álvaro Amaro
Cláudia Monteiro de Aguiar